Me deram a missão de produzir uma crônica.
Fazer uma crônica, sobre o que exatamente?!
Pensei, pensei, pensei... Não me restava mais tempo, escrevi sobre politica!
Tudo bem, seria até interessante, país curioso o nosso não?!
Crise politica, altos discursos em assembléias e pá, pá, pá...Cuecas daqui, malas de lá...enfim, uma porção de coisas.
Isso daria um bom ibope, mas não estou atrás disso, apaguei o que escrevera, e comecei uma nova crônica, dessa vez sendo a minha crônica, sobre a minha vida, coisa em que não iria encontrar em nenhum lugar, em nenhum canal de TV e muito menos, em nenhuma coluna do jornal, e também não uso cuecas, não costumo dar discursos comprometedores e nem ando com malas.
Parece estranho não?! Mas de fato, minha vida é interessante.
Começamos então lá do berço, ou melhor, não, vamos começar lá do meu pai e da minha mãe...
É uma pena, mas na primeira viagem, quem chegou primeiro foi a Tainá, minha irmã mais velha.
Não se contentando, meu pai faz uma outra viagem, onde quem ali, na barriga da minha mãe, o feto projetado, se chamaria Talita.
Bom, até agoraa, foram muitos choros, muitas mamadeiras e chupetas...Coisas que nenhum bêbe dispensa.
Minha infência foi marcada por muitas histórinhas e contos...
Chapéuzinho vermelho, Cinderela, entre outros, não podendo esquecer do Papai Noel, o tão sonhado pai.
E todo natal tinha piadamente aquela pergunta: Papai Noel vem hoje pai?! Sem se quer notar que eu perguntava ao próprio.
Eainda tinha aquela ilusão boba de que ele entrava pela chaminé, e desde quando minha humilde casa tinha chaminé?!
E detalhe, só quando tiramos essa ilusão, pensamos e concluímos:
Estúpido foi aquele que inventou a tal coisa de que o Noel subia o telhado pelas escadas...
Já seria dificil andar com uma escada no trenó cheio de presntes e ele não teria mesmo a brilhante idéia de só pousar seu trenó no telhado?!
Certa vez, quando chegavamos da ceia de natal, encontramos um papel na porta:
-Papai Noel esteve aqui, proucurem seus presentes...
Nossa, ainda bem que eu não fui a única que tive que passar por isso.
Pois é, saindo desse conto rídiculo, vamos continuar minha ilustre vida.(o tal rídiculo é pra dar um ar mais agressivo).
Bem, nisso fui conhecendo minha familia mais, pois fui adquirindo mais esperteza e desencanando desses tais contos.
E são várias estórias inacreditáveis, É tio que não acaba mais... Primos então?! Nem se fala...
Tinha até um tia minha, que quando eu ia pedir bença (esta parte não é fácil acontecer, pelo menos muito frequentemente) ela perguntava:
- Quem é você?!
Que triste não?!
Pois é, NÃO RESPEITAM SE QUER A DISTÂNCIA PARENTESCA...
( 1, 2, 3, 4, 5, 6... Aprendi com a Daniele, que culpa tenho eu?! Já passou, PRONTO! Desculpa, estava a pensar noutra coisa).
Bom, não fui uma criança muito levada, creio eu! Acho que fiquei mais quando maior, pra dizer a verdade.
Tudo bem, pulemos essa parte.
Vamos dar um pequeno avanço nessa biografia que se diz crônica e contar o meu agora, aos 13. (pequeno?!)
Pois é, hoje, geração totalmete ligada a tecnologia, TV´s, computadores e coisas do tipo.
Fatos interessantes passam na TV e me deixam certamente a dúvida:
Será que nossa sociedade quer mesmo influenciar a leitura?! Os estudos?!
Acho que não heim!
Vejamos tal seguinte fato: Nossa sociedade exige altos profissionais, formados e coisa e tal, mas ao mesmo tempo, coloca analfabetos no senado, na presidencia...
Depois, ainda entra a sofisticação do crime urbano hoje em dia não?!
Modismo nos define hoje.
Porém, prefiro superar todos esse tipos de bobagem e ser eu Talita, com um pensamento muito afirmativo sobre a tal educação que busco.
Querendo ser atualizada, informada, competente e a cima de tudo nessa eterna viagem de conhecer a mim mesmo...